Canção de barco e de olvido
(Para Augusto Meyer)
Não quero a negra desnuda. Não quero o baú do morto. Eu quero o mapa das nuvens E um barco bem vagaroso.
Ai esquinas esquecidas... Ai lampiões de fins de linha... Quem me abana das antigas Janelas de guilhotina?
Que eu vou passando e passando, Como em busca de outros ares... Sempre de barco passando, Cantando os meus quintanares...
No mesmo instante olvidando Tudo o de que te lembrares. |
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